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domingo, 25 de dezembro de 2016

A Astrologia e Nossas Celebrações

Nestes tempos agora eu estou fazendo um exercício de sentir a essência de cada signo solar na minha própria vida e no ambiente ao meu redor. É uma prática que já tem alguns meses, e que me faz perceber certas relações entre nossas celebrações e os signos solares.

O Carnaval, por exemplo. Às vezes acontece em Aquário, onde as ideias se ampliam e se inter-relacionam de uma forma muito mais elaborada e mais criativa (quando é no começo de fevereiro) e às vezes está na vibração de Peixes, tendendo a trazer um certo acúmulo de energia, tenso, movimento contido (o pisciano sabe bem o que é isso). Como será que essa dualidade se reflete no carnaval?.

Já a Páscoa é um feriado religioso. No judaísmo, é relacionado à libertação da escravidão no Egito. No cristianismo, seria a celebração da ressurreição de Cristo. Em ambos os casos, acontece em Áries, o signo da energia incontida, capaz de quebrar velhas estruturas (seja quebrar a escravidão, seja quebrar a morte).

O dia de Tiradentes, 21 de abril, símbolo da inconfidência mineira contra o domínio português, entra na área intermediária entre Áries e Touro. Tem algo da energia de Áries, mas também tem a solidificação inicial de Touro. Ou seja, um passo concreto na direção que se almejava prosseguir.

Já o dia da Independência do Brasil, 7 de setembro, aconteceu no signo de virgem, que traz a necessidade de uma escolha concreta, exigente, consciente.

A Proclamação da República então, 15 de novembro, aconteceu bem no signo de Escorpião. Escorpião exige introspecção, uma avaliação franca daquilo que nos corresponde ou não. Ora, a proclamação da república foi justamente motivada pela insatisfação da classe então dominante em relação ao império

Sobre esta data, o que chama a atenção é que é normalmente nela que tomamos nossas decisões mais importantes no âmbito da política, através do voto. Justamente quando Escorpião nos conecta com nosso próprio íntimo.

Curioso aplicar a astrologia dessa forma. Descobrindo o que cada etapa significa e como podemos agir para fazer o melhor de cada momento. É um trabalho diferente do que simplesmente dizer "Esse ano vai ser assim" ou "Esse ano vai ser assado".

Agora temos o Natal e então o Ano Novo, dias depois da entrada em  Capricórnio. Impressiona como a mudança de um signo para o outro acontece e a realidade se transforma, mesmo que as pessoas só percebam isso depois. Na entrada de Capricórnio, a rotina da cidade muda. É quando muita gente resolve tirar férias.

Férias? Aparentemente isso não tem nada a ver com capricórnio, pelo menos não como uma espécie de evento característico. Ora, Capricórnio vibra trabalho, sacrifício, uma visão de que algo precisa ser feito agora, para um bem maior. O detalhe é que aparentemente tudo se resume a comprar presentes, convidar parentes, agendar viagens, e talvez pudesse ser algo mais significativo para nós mesmos, e é.

É quando nos dispomos a fazer algo diferente para o outro ano. É por isso que concentramos tanto esforço em celebrar esse período.

Isso me faz questionar sobre o quanto realmente o trabalho (nos outros períodos do ano) nos realiza. Quantos de nós deixaríamos de trabalhar se, de repente, ganhássemos uma fortuna? Será que os valores que cultivamos no trabalho realmente correspondem ao ímpeto capricorniano? Trabalhamos por ideal ou por mera necessidade de sobrevivência? Afinal Capricórnio nos leva justamente a esquecer a rotina.

O estímulo desse período está aí, recorrente, na mesma época todo ano, porém cada pessoa responde conforme seu próprio preparo. Em geral muitos respondem da mesma forma. Ainda assim, esse é um bom período para refletir sobre o quanto nosso dia-a-dia está (ou não) sendo significativo, e começar a fazer algo a este respeito.

De fato nós fazemos muitos votos à cada entrada de um novo ano (também sobre essa influência capricorniana). Vem aquele propósito de transformar tudo, de fazer o próximo ano valer mesmo a pena. E nem sempre isso acontece. Tudo volta a ser como antes? Porque será?

Talvez sejam velhos conceitos que não mudam. Limitações que consideramos normais. Escolhas conscientes ou inconscientes que se repetem.

Enfim, fica a dica para mudar o próximo ano. Descubra onde quer investir seu esforço agora, nesse momento capricorniano. Leve à sério os votos que pretende realizar, e então priorize esta escolha.

Um feliz Natal e um feliz Ano Novo a todos!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um Rito para o Começo de Ano

Ofereço a vocês um rito específico para o começo deste ano de 2014. Eu o publiquei inicialmente na comunidade Repensando a Magia e o Ocultismo. Clique aqui para ver o post original. 

***

O ano de 2014 está chegando e no dia 1 de janeiro haverá Lua Nova, começando já de manhã.
É um fenômeno um tanto incomum, a Lua Nova (que é um começo de ciclo que dura um mês) alinhar-se tão exatamente com o primeiro dia do ano (que é o começo do ciclo do ano). Pelo que sei, a última vez que aconteceu este fenômeno foi de 2005 para 2006.

São duas egrégoras agindo em conjunto. Um bom momento para realizar uma operação mágica. No entanto, como trata-se da Lua, eu não considero interessante realizar um rito de dia (mesmo com a Lua Nova começando de manhã). Este horário não seria respeitoso pois não tem a ver com a noite, que é associada ao simbolismo da Lua. Mas é claro que não se conseguirá ver a Lua à noite, afinal é Lua Nova. Melhor então esperar até tarde da noite para começar.

O objetivo de um rito neste momento seria uma conexão com o sagrado feminino (relacionado à Lua), apresentando-se com sinceridade e humildade (de joelhos pois trata-se do sagrado, em um ambiente sem interferência, e preferencialmente com vista ao ar livre se possível), colocando ali todas as dificuldades, as buscas pessoais, e também aquilo que se ama mais (sempre há algo que amamos e que vale qualquer sacrifício, não é?). Tudo isso representa um nó a ser desatado e às vezes não sabemos como fazer isso. Deve-se pedir neste rito também que este nó seja desfeito, seja qual for e, finalmente, deve-se agradecer. Note que o formalismo do rito não é importante, e sim sua essência.

A magia, quando envolve a Lua, pode produzir resultados iniciais muito rápidos. Isso porque o ciclo da Lua é veloz, levando um mês aproximadamente para se completar. Muitas vezes, já na primeira semana, os indícios iniciais começam a surgir, vindo a se confirmar no decorrer do ciclo lunar.

Só que a Lua Nova é um momento de conjunção da Lua com o Sol, e estamos falando justamente do início do período de um ano, onde o Sol será totalmente circulado pela Terra. Então podemos esperar também resultados neste período. Isso sem mencionar o poder das intenções de tantas pessoas para o novo ano ocorrendo simultaneamente.

Alguns de vocês já devem estar cultuando a alguma divindade especifica feminina que tem relação com a Lua Nova. Se for o caso, não percam o momento.

Caso desejem realizar o rito e obtenham resultados, sintam-se livres para compartilhá-los se assim tiverem intenção.

sábado, 25 de maio de 2013

Percebendo as Diversas Relações Dentro de Si

No post anterior (Compreendendo o número 1 no Sistema de Numerologia de 18 Símbolos), eu demonstrei uma forma de calcular o número ressonante à uma data de nascimento utilizando o sistema de 18 símbolos, com a ressalva de que este número diz respeito ao ego na personalidade humana (aquela parte de nós que se relaciona com nossas atitudes e pensamentos mais frequentes), e não ao ser humano como um todo. Há outros aspectos da personalidade que podem ser (ou não) harmoniosos com o ego. Vou expor alguns destes aqui, utilizando a astrologia:

* o ego em si, definindo a forma de pensar e agir de uma pessoa - na astrologia, diz respeito ao Sol;
* os laços emotivos em geral, incluindo os laços de amizade - a Lua;
* o uso da razão, e portanto também a sua capacidade de aprendizado - Mercúrio;
* a capacidade de amar e admirar. A “química” amorosa entre duas pessoas, porém também a capacidade de admiração desinteressada por alguém (verdadeiramente platônica) - Vênus.
* a habilidade de se impor: o uso de sua agressividade (não é necessariamente algo negativo pois sempre há momentos em que precisamos nos impor) - Marte;
* o poder de sentir-se estimulado e motivado - Júpiter;
* o poder de contribuir com seu trabalho, em sua profissão - Saturno;
* o poder de dar sentido à sua própria vida (sentido este que sempre é transcendente à lógica comum) - Urano;
* o poder de mudar os rumos de sua própria vida, quebrando planos pré-definidos e seguindo caminhos não-lineares - Netuno;
* as necessidades e aquilo que lhe satisfaz - Plutão.

Cada planeta diz respeito, portanto, a um aspecto específico de sua própria personalidade, sendo, o ego, o seu centro (o Sol). É óbvio que esta é uma lista ultra-simplificada, e até mesmo questionável, mas existe uma vantagem no fato dela ser assim: é que, com o passar do tempo, você vai poder analisá-la e acrescentar seus próprios detalhes, refinando-a, e poderá definir também o que cada um destes termos significa em sua própria vida.

O exercício que vou propor é, ao mesmo tempo, numerológico e astrológico. No post Verificando Afinidades Entre as Pessoas Através da Numerologia, eu demonstrei que existem relações harmoniosas entre os números quando considerados de três em três. Ou seja: [1, 4, 7, 10, 13 e 16] são ressonantes entre si e, da mesma forma, [2, 5, 8, 11, 14 e 17] têm também ressonância entre si e, igualmente [3, 6, 9, 12, 15 e 18] têm o mesmo tipo de ressonância. Quando pensamos nos anos (tais como 2010, 2011, 2012, 2013, etc), devemos considerar que estes também possuem uma influência numerológica e, a cada três anos, esta influência apresenta semelhanças (embora não sejam influências idênticas).

Podemos afirmar, então, que o ano de 2013 é ressonante com 2010, com 2007, com 2004 e com outros anteriores, sempre variando de três em três. E também podemos dizer que 2012 é ressonante com 2009, com 2006, com 2003 e outros que se passaram, de acordo com o padrão de três em três anos. E, é claro, podemos dizer que 2011 é ressonante com 2008, e com 2005, e com 2002, e outros anteriores variando de três em três.

Tomemos, por exemplo, o ano de 2012. Como foi em relação às amizades? Foi um ano bom ou não? Como este ano foi no amor? Como foi no uso de sua agressividade? Como foi em relação à sua motivação? E em relação ao trabalho? E às suas necessidades?
Se você verificar a influência de 2009 (que é ressonante com 2012) verá que há uma certa semelhança na qualidade de cada um dos aspectos simbolizados pelos planetas em sua vida (e também em 2006, 2003, etc).
Com este exercício você poderá aprender até mesmo sobre aspectos mais sutis, como sua capacidade de raciocinar e aprender, sobre o sentido de sua própria vida, e sobre sua capacidade de mudar os rumos que definiu para si.

E talvez consiga separar todos estes aspectos, distinguindo-os de seu próprio ego, conseguindo compreender quem é este ego à parte de tudo isso. Normalmente é difícil realizar esta tarefa. Comumente há setores de nossas vidas com os quais nos identificamos (o trabalho, as amizades, e o amor, por exemplo) e que acabamos acreditando que somos estes setores, quando na realidade eles se relacionam conosco. Na verdade não somos o ego: somos todos estes aspectos e muito mais. Porém, uma forma de começar a aprender sobre si mesmo principia pelo entendimento destas estruturas que existem dentro de nós e que se manifestam externamente.

Utilizando o ano de 2012 como referência (e comparando com 2009, 2006, 2003, etc), realize o exercício descrito acima. Procure escrever o que descobrir.
Faça o mesmo também utilizando o ano de 2011 como referência (e comparando com 2008, 2005, 2002, etc) para perceber outro padrão de influências.
E faça o mesmo com 2010, 2007, 2004, etc. Assim poderá realizar uma previsão para 2013.

Os aspectos que forem influenciados positivamente de forma simultânea (ou negativamente de forma simultânea)  são relacionados e se harmonizam. Já a situação de um aspecto que é influenciado positivamente enquanto outro é influenciado de forma negativa, revela aspectos dissonantes entre si.  Também haverá situações em que você perceberá que o início de um estimúlo positivo (ou negativo) não ocorre exatamente no começo do ano. Com esta informação você saberá em que período do ano uma transição ocorre.

No entanto, é preciso ter alguns cuidados. Cada ano tem seu estímulo, mas os resultados dependem de sua resposta a estes estímulos. Se você perceber que não há respostas positivas em algum setor de sua vida (em todos os anos que tenha verificado), isso significa que é um setor reprimido ou que apresenta grandes dificuldades de expressão. Por outro lado, se você perceber um padrão que considere negativo e conseguir prevê-lo, você pode se precaver no sentido de amenizá-lo.

Este não é um exercício fácil mas pode contribuir muito para o conhecimento de si próprio e, ao mesmo tempo, proporcionar um melhor entendimento sobre o efeito cíclico da passagem dos anos nos diversos aspectos de sua vida. Rever os anos vividos pode parecer difícil mas é uma prática essencial para amadurecer o conhecimento na numerologia e na astrologia pois, em ambos os casos, aprende-se muito quando se é capaz de ter a si mesmo como referência.

sábado, 4 de maio de 2013

Verificando Afinidades Entre as Pessoas Através da Numerologia

Hoje, conforme eu prometi na semana passada, eu vou colocar aqui uma atividade prática que diz respeito à numerologia, algo que qualquer pessoa pode fazer apenas utilizando um método simples. Eu acredito que uma das atividades mais fáceis nesse sentido seja determinar a "afinidade" entre duas pessoas utilizando suas datas de nascimento. É claro que eu vou colocar também uma base teórica para que você possa entender o fundamento deste tipo de verificação.

Tanto na numerologia quanto no astrologia trabalha-se com ciclos onde os símbolos (que no caso da numerologia são os números) podem ser dispostos dentro de um círculo (que é um bom símbolo para ilustrar algo cíclico). Na astrologia existem relações geométricas entre os doze signos (que são os símbolos do Zodíaco, o círculo na astrologia). Algumas destas relações são ressonantes (expressando afinidades e sinergias), e algumas destas relações são dissonantes (expressando isolamentos ou atritos). Na numerologia as relações geométricas da astrologia têm o mesmo significado, e é isso que vamos explorar agora. Observe a figura abaixo:




Por Iolanda Hollanda (numeróloga)
É possível que você não consiga visualizar a imagem se a estiver lendo por e-mail individual ou enviado por uma lista de e-mails. Neste caso você pode seguir o link (no final do e-mail) para o post no blog O Mestre Que Nada Sabe,  e assim poder visualizá-la corretamente.


Uma das relações geométricas mais ressonantes (que expressam afinidade) são os trígonos, os quais em sua totalidade formam triângulos equiláteros (com três lados iguais), tal como os dois exibidos na figura acima.(um apontado para cima e outro apontado para baixo). Observe que os números 1, 4 e 7 formam um triângulo equilátero, mas os números 2, 5 e 8 também formam outro triângulo do mesmo tipo (trace o desenho mentalmente por não estar explícito na imagem), e também os números 3, 6 e 9 formam outro (também trace o desenho mentalmente).

Isto quer dizer que 1, 4 e 7 são ressonantes entre si e, da mesma forma, 2, 5 e 8 são ressonantes entre si e, igualmente da mesma forma, 3, 6 e 9 são ressonantes entre si. Temos então três grupos de ressonância: [1, 4 e 7], [2, 5 e 8] e [3, 6 e 9].

**************************** Observação ****************************
No entanto, há algo que preciso explicar. No post Algumas Bases Numerológicas, eu havia colocado que usaríamos 18 símbolos (ou 18 números) ao invés de 9 porém, para efeito de verificarmos a ressonância entre os números, o sistema de 9 símbolos já é suficiente (os algarismos de 1 a 9), e nos permite calcular de uma forma mais simplificada. Ainda assim, se fôssemos utilizar 18 números, os grupos de ressonância seriam [1, 4, 7, 10, 13 e 16], [2, 5, 8, 11, 14 e 17] e [3, 6, 9, 12, 15 e 18]. Para quem se interessa por astrologia (e deseja verificar o paralelo com a numerologia), cada um destes grupos, quando visualizado dentro de um círculo, formaria não apenas trígonos, mas sextis, trígonos e complementações (todos são aspectos ressonantes). Mas tudo isso são detalhes que não precisam ser utilizados neste momento.
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Enfim, temos três grupos de números ressonantes: [1. 4 e 7], [2, 5 e 8] e [3, 6 e 9]. Como descobrir que número de 1 a 9 está relacionado à sua data de nascimento? Como utilizamos apenas nove símbolos, este cálculo é extremamente simples. Tome, por exemplo, a minha data de nascimento: 01/06/1970. Siga os passos:

1. Some os dígitos: 0 + 1 + 0 + 6 + 1 + 9 + 7 + 0 = 24 (no exemplo de minha data de nascimento).
2. 24 é maior que 9, mas estamos usando apenas nove símbolos. Então precisamos reduzir de novo a partir de 24: 2 + 4 = 6 (se fosse maior que 9 de novo, reduziríamos novamente).
3. Obtivemos o número 6.

Para verificar a ressonância numerológica entre duas datas de nascimento, é preciso realizar este cálculo para cada uma das duas datas isoladamente. Se ambas estiverem dentro de um mesmo grupo ([1, 4, e 7], [2, 5 e 8], ou [3, 6 e 9]), isso significa ressonância. Se não estiverem dentro de um mesmo grupo, isso implica em dissonância.

Na prática, quando há ressonância, as pessoas tendem a se aproximar e realizar coisas juntas. Já quando há dissonância, as pessoas tendem a agir com um certo isolamento entre si. É claro que isso não significa que as pessoas não se admiram simplesmente porque há uma dissonância numerológica. A única implicação real destes aspectos numerológicos diz respeito somente a sinergias que surgem aproximando as pessoas (no caso de ressonância) ou isolando-as (no caso de dissonância) nas rotinas do dia-a-dia.

Este tipo de análise é uma ferramenta bem interessante dentro de um contexto familiar (como um indicador de quais membros tem mais afinidade entre si), ou então quando aplicado em ambientes de trabalho (onde frequentemente surgem grupos bem nítidos) e em outras situações. Por isso, como uma avaliação empírica da numerologia (e também para o auto-conhecimento, é claro), a realização deste teste pode ser bem interessante.

Enfim, o que significam estes grupos? Tomando novamente emprestado a terminologia da astrologia, já de acordo com o que foi exposto no post Algumas Bases Numerológicas, o grupo [1. 4 e 7] tem uma natureza cardinal (que busca criar algo novo, movido por um objetivo ou por um ideal). Já o grupo [2, 5 e 8] tem uma natureza fixa (que fortalece, amadurece e dá sustentação a algo que já se criou). E o grupo [3, 6 e 9] tem uma natureza mutável (que busca desestagnar situações para que possa haver abertura de novas possibilidades). Estas características podem gerar certa ambiguidade na interpretação de um mapa astrológico (sendo, por exemplo, de um signo mutável pela astrologia, mas numerologicamente de um grupo fixo..), porém esta é uma informação útil que ajuda a identificar esta ambiguidade na vida de uma pessoa.

sábado, 27 de abril de 2013

Algumas Bases Numerológicas

Na experiência de contato com o Sagrado Anjo Guardião (veja o post Falando de Minha Própria Iniciação na Magia), há uma comunhão com o Círculo que representa a consciência da própria divindade (veja o post O Maior Círculo em que Alguém Pode se Iniciar). Não que a divindade esteja isolada neste Círculo, pois na realidade ela está presente em tudo, e é tudo. Na verdade o Círculo simplesmente abrange a consciência desta divindade, ao passo que aquilo que se distancia dele representa a inconsciência da mesma. Mas, enfim, quando a iniciação ocorre, comunga-se com a essência deste Círculo, a qual é a busca da pura e plena realização de si e de tudo o mais, uma vez que, em essência, a divindade nada nega e a tudo afirma, inclusive afirmando o mago. Assim, a partir daquele momento, mesmo que não se esteja plenamente consciente disso, o mago passa a buscar a realização de si mesmo.

Mas, numa realidade de aparentes contradições de interesses, é um pouco difícil compreender como a busca da realização de si mesmo pode estar em harmonia com tudo o que há. Afinal, se busco meu interesse, não estou negando o interesse alheio imediatamente oposto ao meu? A resposta é que esta é uma busca gradual, sempre impulsionada primeiramente pelo amor a um ideal e, depois, pela necessidade de realizar algo. É a disposição de sacrificar-se, de devotar a própria vida com sinceridade, que acaba por determinar o mérito e até onde se poderá prosseguir nesse caminho. Se a motivação for fútil, o caminho será curto, se sequer começar. Há um momento em que se fica satisfeito com o ponto em que se chegou, ou se conquistou. Ou então, os desafios parecem grandes demais e a vantagem de permanecer como se está parece muito sedutora.

Não se pode fingir ter um ideal. A vida se apresenta muitas vezes atraente e ambígua, e fazemos escolhas, mesmo sem percebermos. Mas é quando aceitamos algo como maior do que nós mesmos, como por exemplo, a percepção da natureza como um todo e a importância de protegê-la, ou algo mais singelo como o amor a um filho ou filha e a disposição de protegê-lo(a) sacrificando-se, que torna alguém dígno de prosseguir no caminho da magia. Esta é a chave para harmonizar a realização de si mesmo com a realização de tudo o mais: o amor. Quando se ama a realização alheia é também a própria realização. Dessa forma o amor sempre faz parte da vida do mago: por uma causa, pelo cônjuje, pelos filhos, pela natureza, etc. Frequentemente diversas formas de amor juntas.

Tendo isso em mente, é possível afirmar quando um mago começou seu caminho (no momento de seu encontro com o Sagrado Anjo Guardião), mas não se sabe até onde ele prosseguirá. No entanto, existe um padrão que se repete sucessivamente neste caminho. São três ações básicas (cujos termos vou emprestar aqui da astrologia):
- cardinal: representando o esforço para se criar algo novo. É a busca de um objetivo mesmo quando ainda nada se tem em mãos;
- fixa: representando o esforço para consolidar algo que já se criou mas que necessita de raízes fortes e profundas;
- e mutável: representando o esforço para desvencilhar-se de algo que se fixou tanto a ponto de estagnar-se, quebrando padrões antes firmemente estabelecidos.

Estas ações são cíclicas e são cada vez mais perceptíveis no caminho do mago, embora no começo ele ainda não as compreenda. Na realidade eu levei muito tempo para compreender este ciclo e, assim, senti-lo e começar a antecipá-lo. Foram-se alguns anos até então. Mas eu estou colocando no meu blog muito de minha própria história e não tem como contar algo sem dar sentido ao que se está contando. Compreender os ciclos é importante para apreender este sentido. Uma metáfora para se entender a natureza destes são as estações do ano: sempre passamos por elas, sempre vivemos mês após mês, e cada mês tem suas próprias qualidades.

Ainda sobre os padrões que foram definidos (cardinal, fixo e mutável), estes representam as experiências do mago com sua própria Sombra (o que lhe é oculto de sua mente consciente - veja o post Expandindo a Consciência Além do Ego). Mas embora estes padrões sejam verdadeiros, são pouco úteis para compreendermos a natureza de cada parte deste ciclo no caminho do mago, podendo ser divididos em categorias mais específicas. No entanto, quantas são estas categorias? Vamos fazer alguns testes agora.

Os três padrões desdobrados em dois cada um, seriam um total de seis símbolos (3 vezes 2). Mas são suficientes? A prática mostra que não quando tentamos interpretar a situações práticas apenas com seis símbolos.

E se desdobrássemos os três padrões originais em outros grupos de três, então teríamos nove símbolos (3 x 3). Esta é a base da numerologia contemporânea onde o zero é ignorado e são considerados os algarismos de 1 a 9.

Mas ainda existe uma certa duplicidade de sentido em cada um destes nove algarismos (eles podem significar uma de duas coisas, o que não é muito específico). Para sermos mais específicos, vamos desdobrar cada um destes nove símbolos em dois, resultando dezoito símbolos (9 x 2), sendo que cada um terá um sentido bem nítido. Ou seja:

- 1 desdobrado = 1 mesmo e também 10 (1+0=1);
- 2 desdobrado = 2 mesmo e também 11 (1+1=2);
- 3 desdobrado = 3 mesmo e também 12 (1+2=3);
- 4 desdobrado = 4 mesmo e também 13 (1+3=4);
- 5 desdobrado = 5 mesmo e também 14 (1+4=5);
- 6 desdobrado = 6 mesmo e também 15 (1+5=6);
- 7 desdobrado = 7 mesmo e também 16 (1+6=7);
- 8 desdobrado = 8 mesmo e também 17 (1+7=8);
- 9 desdobrado = 9 mesmo e também 18 (1+8=9).

Vamos utilizar então uma numerologia de 18 símbolos. Eu não pretendo falar sobre todos eles muito rapidamente. De fato, nos posts que seguirão, eu vou procurar intercalar a definição dos mesmos (um a um) com outros fatos que estejam relacionados. Isto tudo será com o tempo, porém no próximo post (na semana que vem) eu vou colocar algumas curiosidades numerológicas: testes que você pode realizar por si só e começar a “brincar” com a numerologia.

Desculpem-me a linguagem matemática deste post que lhes apresento agora, mas eu julguei importante colocar essa sequência de raciocínio. Eu devo lhes dizer que, de tempos em tempos, eu vou precisar falar com este tipo de jargão. Mas vou fazer um esforço para ser claro.