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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

2016 - Ano de Complementações

2016, ano novo chegando e trazendo consigo uma nova vibração, ressonando complementação. Certamente uma palavra muito promissora, mas com um significado um tanto sutil. Não se trata exatamente da materialização daquilo que almejamos, e sim daquele impulso que também deveríamos buscar se, conscientemente, por esforço próprio, procurássemos desenvolver as qualidades que nos permitiriam tornar real aquilo que mais almejamos que seja real.

Sutil demais, eu sei. Digamos que 2016 vai mostrar, bem diante de nossos narizes aquilo que nos falta, se algo nos falta (e sempre há algo por melhorar). Pode ser desconcertante descobrir a qualidade que precisamos desenvolver para concretizarmos nossos objetivos. Pode causar resistência de nossa parte. De fato, será um exercício de aprendizado. Uma chance de nos tornar mais sábios sobre o que realmente nos importa na vida. 

Agora, pode acontecer dessa lição já ter sido aprendida. Nesse caso, 2016 trará uma excitante materialização, tanto do que mais desejamos quanto do que completa e torna real aquilo que buscamos. Será, certamente, uma oportunidade de colheita para o indivíduo consciente de seus potenciais internos e das dinâmicas e mecanismos para que estes se concretizem, notadamente no que diz respeito à magia.

Ou seja, 2016 trará à tona aquilo que precisamos aprender a lidar para sermos completos. Intrigante se essa manifestação se traduzir em uma ou mais pessoas. Isso acaba por nos dar uma chance de conversamos com o que precisamos assimilar. Assim transformamos o que seria uma experiência de aprendizado numa oportunidade de harmonização. Pares podem se encontrar de uma forma bem interessante. E na magia, então? Contatos importantes, há muito tempo esperados, podem se desenvolver.

Óbvio que o que quer que 2016 revele, só irá complementar aquilo que temos realmente buscado. Se apenas reagimos às experiências do dia-a-dia, sem nos deixarmos motivar por deixar uma marca, nada acontecerá pois não haverá coisa alguma a ser complementada.

2016 vai trazer, portanto, muitas possibilidades. Espero, sinceramente, que você consiga aproveitá-lo ao máximo. 

domingo, 20 de setembro de 2015

Buscando Opções - A Numerologia do Número 6

Continuo então minha história na magia, seguindo a estrada dos arcanos, e agora introduzindo a vocês o número 6. Aliás, falando em numerologia de uma forma geral, é interessante que recentemente eu tenho conversado bastante sobre este assunto. Normalmente as pessoas pensam que temas como numerologia e astrologia dizem respeito somente a aspectos psicológicos. É possível até que, para a maioria das aplicações, estas artes sejam mais direcionadas a estes aspectos mas, aqui neste blog, falamos de magia.

Magia, no significado mais amplo, não é uma simples manipulação da realidade. Na verdade, trata-se de manifestar-se na realidade. Os ciclos numerológicos (e também os astrológicos) interagem com o que se tem internamente, e quanto mais intenso for aquilo que há no seu interior, mais evidentes são os resultados concretos que surgem dessa interação.

Chegamos pois ao número 6, dentro de um conjunto de 18 números, ou 18 arcanos (que é diferente do tarot, que são 22 arcanos). É o começo do que se costuma chamar de Estrada dos Arcanos. Pelo fato de estarmos no princípio, a maior parte das experiências práticas são “certinhas”, sem grandes sustos, nem grandes impactos negativos. Existem sim experiências assustadoras, porém são de contato com o inconsciente, invisíveis para as pessoas ao redor que convivem com o mago (nas experiências mundanas de rotina).

Ainda assim, mesmo no princípio da estrada dos arcanos, as mudanças acontecem. Nessa época, de uma forma geral são muito boas (há etapas muito mais sérias, porém mais adiante no caminho). Aqueles que não conhecem o processo mágico (e é bom mesmo que pouca gente conheça - afinal para que servem curiosos?), admiram que o indivíduo esteja dando um jeito à sua vida, mas não conseguem relacionar estes avanços pessoais à magia.

A magia se realiza pelas vias mais naturais e simples possíveis e, por isso, é difícil de ser verificada. É como uma alteração de probabilidades. Talvez a única forma de se perceber que alguém a pratica de forma bem sucedida, seja por situações improváveis que acontecem sucessivamente. Episódios de sorte, por assim dizer. Sorte. Porém, sorte no amor ou sorte no dinheiro? Só existem estes dois tipos? Não. Talvez haja uma infinidade de tipos de sorte. Tudo depende do que você tem por dentro de si e que já esteja preparado para materializar.

O número 6 traz consigo um estímulo de busca de conhecer as possibilidades, levando-nos a nos comunicar com as pessoas para descobrir o que elas têm a oferecer (mas dificilmente assumindo compromissos). No meu caso, eu estava relativamente tranquilo (porém não totalmente satisfeito) na empresa J. Não estava em nenhum projeto específico, ainda sobre a influência do número 5 (o qual é um tanto pacificador, trazendo certo equilíbrio entre as pessoas). Eu estava então noivo, mas ainda não tinha uma data certa para o casamento.

Foi então que senti a essência do 6 se aproximando, embora na época eu nada entendesse de numerologia. Foi algo bem intuitivo. Profissionalmente tudo parecia estável, mas eu sentia que essa estabilidade estava para acabar. Foi aí que eu propús à C que nos casássemos no civil apenas, sem a cerimônia religiosa. Assim, se algo acontecesse, já estávamos casados, um tanto que secretamente. Sem que outros soubessem. Dito e feito. Um mês depois, perdi o emprego. O acerto por conta da demissão havia sido realmente de um bom valor. Não me sentia preocupado e comecei a procurar opções. Foi assim que o número 6 entrou no meu caminho, digo especificamente naquele período.

Pessoas que nascem em uma data ressonante à esse número costumam ter uma natureza curiosa, gostando de conhecer as novidades, sem necessariamente se comprometerem. Este é o traço principal da influência deste número nas pessoas.

De forma secundária, comparando a relação destes indivíduos com outras influências numerológicas, pode-se dizer que, em geral:
- são pessoas práticas, não muito motivadas por conceitos abstratos;
- são especialmente comunicativas em situações novas e desafiantes;
- desligam-se gradualmente de pessoas que interagem de forma “fria”;
- quando se decidem por uma ação dura (porém necessária), procuram fazê-lo de forma a serem justas com a maioria das pessoas;
- procuram agir dando pequenas contribuições no dia-a-dia, ao invés de tentarem mudar o mundo inteiro (mas podem chegar a querer fazê-lo se, de repente, estiverem em posição para tal atitude);
- quando enfrentam conflitos e impedimentos, ampliam ainda mais suas próprias ideias. Ou seja, os conflitos lhes trazem aprendizado;
- se você tenta contê-las, cuidado, podem voltar-se contra você (especialmente, eu sei disso de experiência própria, afinal sou casado com C, que é influenciada pelo número 6);

Quer saber qual é o número que lhe influencia? Leia o post Compreendendo o número 1 no sistema de numerologia de 18 símbolos. Ali existe uma fórmula, não muito intuitiva, mas que pode lhe ajudar nesse sistema de 18 números.

Até breve!

sábado, 14 de junho de 2014

Paz e Bem-Estar - A Numerologia do Número 5

Após diversos meses falando a respeito de minhas experiências na goécia, chegou a hora de dar prosseguimento à minha história na magia. Como eu havia lhes dito há algum tempo, esta história tem um ritmo (o qual é muito nítido principalmente nos primeiros anos), e este ritmo corresponde a um sistema numerológico de 18 símbolos (ou seja, 18 números).

Nestes últimos meses eu vim comentando sobre o número 4 (confira o post Buscando Objetivos e Superando Obstáculos - Introduzindo o Número 4) , que diz respeito a concentrar o esforço para criar algo novo. Este período "coincidiu" com as experiências na goécia (que comentei acima), nas quais eu fui impelido a criar laços com o inconsciente (que se sedimentaram conforme passaram os anos). Na rotina do dia-a-dia, o número 4 também se fez mostrar, uma vez que eu estava empenhado em um novo projeto profissional. No entanto, passou-se o efeito do número 4. Cessou-se este estímulo de busca, e iniciou-se a expressão do número 5, o que me pegou um tanto de surpresa. Mas porquê surpresa?

É que naquela época eu apenas estava começando a viver a essência destes números (suas influências eram algo que ainda não havia se tornado consciente para mim). Eu me surpreendia com suas transições. Por outro lado, a transição do número 4 para o número 5 foi o mesmo que sair do movimento constante para entrar em uma condição de pausa. Estranho quando se está empenhado em algo, focalizado dia após dia e, de repente, esse empenho todo cessa. A desaceleração é algo perceptível.

Pois foi o que ocorreu, as experiências em sonhos praticamente cessaram (pelo menos reduziram muito), e o novo projeto profissional (no qual eu estava envolvido) foi cancelado. Meu amigo JL (que era a peça principal no projeto que desenvolvíamos) estava insatisfeito com o engajamento da empresa J. Na verdade seus padrões de excelência eram exageradamente altos (um dos motivos dele se comunicar melhor com máquinas do que com pessoas - as máquinas não retrucam). Já a empresa J, não tinha interesse em realizar as mudanças necessárias para se adaptar aos padrões de JL. Eles se separaram e o projeto se desfez. É certo que tudo valeu para o aprendizado (sempre é bom quando um projeto dá certo mas, quando isso não acontece, pelo menos a experiência deve ter valido a pena). Por mais que todo aquele esforço profissional tenha sido realizado, não perdurou no esquema mais amplo das coisas.

No entanto, mesmo sem aquele projeto, eu tinha meu emprego (o qual eu havia conseguido justamente por causa do projeto), estava residindo em Londrina (na mesma cidade que C, que era então minha namorada), com um rendimento digno e sentia-me bem. Foi quando C e eu decidimos ficar noivos.

Eram efeitos do número 5 se manifestando. Porém, quais são exatamente os efeitos deste número? O número 5 traz consigo uma sensação de bem-estar. Após um período de busca, ele representa uma etapa de colheita. Não há grandes dificuldades a serem vencidas, nem tampouco grandes vitórias a serem alcançadas, mas há paz, e isso é muito bom. Quando alguém nasce em uma data ressonante a este número, acaba também por ter essa essência dentro de si. Isso significa ser uma pessoa que valoriza os momentos de paz (e de bem estar) e que não procura o sentido da vida nos grandes desafios, nem tampouco nas grandes vitórias. É o tipo de pessoa que parece a muitos como que sem propósito e sem ação, mas na realidade não é disso que se trata. No fundo, é alguém que vive o presente e sabe admirar o que tem consigo.

Nos próximos posts comentarei um pouco sobre algumas experiências interessantes que vivi sob a influência do número 5 e que desejo compartilhá-las.

Para ver outros posts a respeito de numerologia, clique neste link.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Buscando Objetivos e Superando Obstáculos - Introduzindo o Número 4

Após finalizar a descrição do número 3 (no post Transições - Concluindo a Interpretação do Número 3) dentro de um sistema numerológico de 18 símbolos, pretendo agora introduzir o número 4. Como demonstrei anteriormente (em Algumas Bases Numerológicas), tal como na astrologia, os números podem ser qualificados como cardinais (cujas influências objetivam criar resultados idealizados que ainda não se manifestaram), fixos (que têm como objetivo sustentar, manter e fortalecer algo que já se estabeleceu) e mutáveis (que objetivam quebrar um padrão já consolidado, desestagnando estruturas sólidas e criando uma certa dose de caos necessária para que uma mudança seja possível).

O número 1 é cardinal (veja o post Compreendendo o número 1 no sistema de numerologia de 18 símbolos), seguido pelo número 2 o qual é fixo (descrito no post O Número 2 e sua Relação com Meus Primeiros Contatos com a Bruxaria), e então pelo número 3 que é mutável (abordado em A Deterioração e sua Relação com o Número 3). Como trata-se de um ciclo, deduz-se que a natureza do número 4 também é cardinal.

Assim, sob um ponto de vista sequencial, após concluída a deterioração de padrões antigos (caracterizada pelo número 3) segue-se o estímulo do número 4, favorecendo o esforço de se assumir novos propósitos, ao mesmo tempo que firma o intento da superação de obstáculos que eventualmente surjam em oposição a estes. Ressalta-se que, embora a essência do número 4 não trate de qualquer tipo de garantia de sucesso em relação ao propósito que se almeja, ainda assim constitui uma perspectiva extremamente favorável em virtude da determinação de atingir algo, mesmo quando as situações apresentam dificuldades. De uma forma geral, esta determinação acaba por “fazer a diferença”, culminando em transformações reais.

Alguém que possua a data de nascimento ressonante com o número 4 (cujo método de verificação encontra-se no post Compreendendo o número 1 no sistema de numerologia de 18 símbolos) se identifica com os atributos numerológicos relacionados ao mesmo (no que diz respeito às suas atitudes e à forma de pensar e agir em geral). A natureza cardinal estimula esta pessoa no sentido de ser proativa, tornando-se particularmente motivada quando encontrando-se em situações que desafiam seus objetivos e metas. São pessoas determinadas que não se deixam abater por obstáculos.

Na história pessoal de meu caminho na magia (a qual venho narrando) alguns objetivos se destacaram enquanto ocorriam os estímulos do número 4. Houve aqueles que foram mais nítidos como, por exemplo, com respeito ao desenvolvimento de meu relacionamento amoroso (sobre o qual comecei a descrever no post Primeiros Passos no Amor) ou então com relação à minha carreira (mudanças que começam a ser descritas em Um Experimento em um Sonho e Suas Consequências). Porém algumas experiências foram mais sutis, sendo relacionadas à realidade invisível da magia.

Eu irei tratar a respeito de todos estes desenvolvimentos, mas pretendo começar pelos eventos não-físicos, ligados à exploração do inconsciente. No post Goécia: Refletindo Sobre o que Marginalizamos no Inconsciente, descrevi como a goécia é comumente mal interpretada, sendo em geral considerada negra (pois trata-se do contato com o que costuma-se definir como demônios internos, e o termo demônio geralmente produz este tipo de julgamento). É claro que todo tipo de intenções emerge a este respeito, sendo que alguns enxergam nestas interações meios possíveis para que possam tirar proveitos puramente egoistas (entretanto este tema é muito mais amplo do que estas considerações superficiais).

Mas qual a relação entre o número 4 e o contato com demônios internos? É uma relação sutil, a qual pretendo explorar em detalhes, porém posso adiantar que todos os aspectos deste número estão “mesclados” de uma forma ou outra a estas interações (principalmente porque suscitam desejos que podem traduzir-se como objetivos e metas, mas também porque implicam no desafio de manter-se íntegro e evitar corromper-se na busca dos mesmos). Se por um lado tais contatos revelam causas (ou ideais) que podem ser consideradas egocêntricas, esta impressão apenas é assim porque não sabemos conciliar estes propósitos com o bem coletivo. Se de fato não desejássemos a realização que nos parece egoísta, esta não nos faria falta alguma. O desafio é justamente transcender a própria forma de buscar (aperfeiçoando-a a ponto de torna-la benígna), ao invés de pura e simplesmente nos negarmos a prosseguir. Portanto, este tipo de contato tem um caráter enigmático, exigindo uma solução da qual sempre nos aproximamos, mas que talvez jamais cheguemos à uma conclusão definitiva, pautando-se assim pela reflexão constante. Dessa forma, redefine-se os limites entre o que se considera como o bem e o mal, criando-se um contexto cada vez mais permissivo, menos imposto, mais livre e menos restritivo. Trata-se, então, de participar do processo da renovação moral do mundo, descartando rótulos de “certo” e “errado” (os quais não são estáticos e imutáveis), e substituindo-os por relações mais éticas (onde valoriza-se a unidade dentro da diversidade). Quando a consciência individual se amplia (e se comunica com os demais, sendo esta uma condição necessária), todos se beneficiam.

Obviamente, este post diz respeito ao número 4, em um sistema numerológico de 18 símbolos. Para quem deseja ver outros posts relacionados à numerologia, fica aqui este link.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Transições - Concluindo a Interpretação do Número 3

No post anterior (Um Experimento em um Sonho e Suas Consequências) eu expus como plantei uma semente dentro de um sonho, a qual iria me levar a encontrar AS (uma pessoa sobre a qual eu nada sabia, exceto o nome) através de mudanças em minha carreira profissional. Agora pretendo dar continuidade aos eventos que se seguiram àquela experiência (causados pela mesma, pois sem os quais não se concretizaria).

Eu começava a namorar com C (veja o post Primeiros Passos no Amor) e já estava diante de um obstáculo no que dizia respeito a este meu relacionamento: C estava apenas de licença em Curitiba, na casa de uma amiga, e logo teria que retornar para trabalhar em Londrina. Como eu trabalhava em Curitiba, isso significava que nos veríamos com uma frequência muito pequena (o que não era algo que eu desejava). Recebi, então, um telefonema da empresa J (a qual eu havia deixado havia mais de dois anos) e tive uma esperança de que se tratasse de uma nova oferta de trabalho (pois se situava em Londrina), mesmo sabendo que havia saído de lá justamente pela falta de perspectivas profissionais.

Mas não era disso que se tratava. Na realidade a empresa J passava por um desafio comum a grande parte das empresas do mundo naquele período (no início desse século). Eles possuíam um sistema informatizado (um software aplicativo de alta complexidade) que atendia aos mais diversos setores de empresas de médio e grande porte. Ocorria que havia sido projetado e construído na época em que não existiam monitores gráficos. Todos os caracteres tinham o mesmo tamanho, ocupando uma grade de 80 colunas por 25 linhas. O desafio que aquela empresa experimentava naquele momento era transformar esse software em outro novo, só que desta vez utilizando uma interface gráfica (o Windows), com caracteres de tamanho variável, com imagens, botões para se clicar, etc. Mas não era a intenção deles chamar a mim para este trabalho, afinal eu não tinha experiência em uma conversão deste porte. Eles queriam que eu indicasse alguém.

Eu não conhecia ninguém que possuísse a experiência que eles desejavam (e eu relatei isso a eles), mas eu tinha um conhecido cujo nome era JL. Ele simplesmente era a melhor referência técnica para desenvolver sistemas com quem eu já travei contato pessoalmente. Era do tipo que era capaz de fazer “mágica” no que diz respeito a software, pois o que criava causava uma admiração espantosa em mim e em outros por seus resultados. Como eu tinha um grande conceito por JL e gostaria que meus amigos o conhececem, eu propus a eles que se encontrassem e trocassem ideias. As pessoas da empresa J concordaram e mais tarde JL aceitou e viajou para Londrina (ele também residia em Curitiba).

Dias depois a empresa J entrou em contato por telefone. Haviam gostado de JL, porém estavam inseguros. O fato é que JL tem um QI de 135 e é muito difícil ganhar dele em uma discussão (digo, o tipo de discussão produtiva). Qualquer desentendimento se assemelhava a um jogo de xadrez em que você perde, no máximo, em dois minutos, não passando de alguns poucos lances ao todo. Eles queriam alguém junto a eles para intermediar com JL e confiavam em mim para isso. Ofereceram-me um emprego para que pudesse ajudar no início e depois na continuidade desse novo projeto. É claro que esta era apenas a perspectiva daquele momento (o destino ainda daria muitas voltas), mas estava assegurado que eu poderia pedir demissão do emprego que tinha até então e começar a trabalhar na empresa J após o aviso prévio, se eu assim desejasse. E eu aceitei a proposta.

Chego agora ao ponto em que eu já posso concluir a descrição do número 3 no sistema numerológico de 18 símbolos. Como eu havia colocado no post A Deterioração e sua Relação com o Número 3, este número marca um período em que relações obsoletas são gradualmente desfeitas, até que começa a surgir um núcleo sólido, o qual serve como uma base para o que se seguirá daí então. Na história pessoal que venho contando, esta deterioração não foi exatamente gradual (pois há uma certa diferença entre a influência numerológica e a reação individual à mesma), tendo se manifestado de uma forma intensa em meu encontro com Choronzon (siga este link para os posts relacionados a esta experiência). Já no que diz respeito às bases sólidas que surgiram, foram diversas: o nome “O Mestre Que Nada Sabe” (o qual pode ser considerado como uma referência para o que se seguiria no meu caminho na magia), o princípio da vida amorosa, e enfim um novo rumo profissional surgindo (eu relacionei links sobre estes temas no post anterior: Um Experimento em um Sonho e Suas Consequências).

A descrição do número 3 foi densa e, justamente por isso, demorou bastante tempo. Mas este blog não conterá exatamente um minicurso de numerologia baseado apenas em informações resumidas. Eu pretendo passar aqui a experiência da forma que eu a vivi para que o leitor possa entendê-la e, assim, compreender com mais profundidade a essência de cada número.

No próximo post, eu irei começar a descrever o número 4. Este número diz respeito (entre outros assuntos) ao meu encontro com AS e, por isso, desculpo-me pelo suspense que a antecipação desse momento pode causar e peço também um pouquinho mais de paciência até que eu lhes passe os detalhes finais de como realmente ocorreu. Sinto dizer que não vou concluir este relato tão logo pois irei priorizar um conteúdo mais relacionado à magia e ao ocultismo nos próximos posts, uma vez que não quero perder este foco e acredito que o leitor também não deseja perdê-lo. Espero, assim, equilibrar o conteúdo do blog, mostrando tanto aspectos internos (relacionados ao inconsciente e às causas no que diz respeito à magia) quanto aspectos externos (eventos na realidade física, mais relacionados aos efeitos da magia).

Obviamente o post atual ainda faz parte da descrição do número 3 em um sistema numerológico de 18 números. Para quem deseja ver outros posts relacionados à numerologia, fica aqui este link.

sábado, 8 de junho de 2013

A Deterioração e sua Relação com o Número 3

Continuando a descrição do sistema de numerologia de 18 símbolos (18 números) que comecei a definir a partir do post Algumas Bases Numerológicas, vou introduzir agora o número 3. Eu venho descrevendo as percepções que tive da influência de cada número no meu próprio caminho de magia, começando com o encontro com o Sagrado Anjo Guardião (que descrevi no post Falando de Minha Própria Iniciação na Magia, e que relacionei ao número 1 em Compreendendo o Número 1 no Sistema de Numerologia de 18 Símbolos), e prosseguindo depois para o número 2 (no post O Número 2 e sua Relação com meus Primeiros Contatos com a Bruxaria).

O número 1 é cardinal (gera o esforço para criar algo novo, ainda inexistente). O número 2 é fixo (estabelece e mantém algo, tendo um sentido de persistência). Já o número 3 é mutável (tem o sentido de desfazer algo, abrindo possibilidades novas). Quando o número 3 se manifesta, logo a princípio tudo parece idêntico ao que se estava acostumado a fazer antes de viver a experiência nova que o número 2 havia propiciado. Como se a novidade (a imersão em novos e estimulantes contextos e desafios) tivesse apenas deixado de existir e tudo voltasse a ser como antes. Porém esta é uma impressão enganosa.

Sim, a experiência do número 2 passou e a rotina parece ter retornado, mas o número 2 revelou algo sobre si mesmo, algo do que se é capaz, e nós mesmos estamos transformados após termos vivido o número 2. Não somos mais iguais. Assim, embora o número 3 comece se manifestando como uma mesma rotina que retorna, não nos encaixamos mais nessa rotina, e começa um processo de deterioração. As pessoas e situações começam a revelar dissonâncias, com pequenos atritos surgindo e, muito embora todos possam estar fisicamente presentes, começam a se separar e o que era antes um todo coeso passa a se fragmentar. Nesse processo, verdades são reveladas, sejam verdades de si mesmo (e que ocultava-se dos outros), ou verdades de outras pessoas (das quais não se tinha consciência). Como resultado, o que sobra no final é mais verdadeiro, sendo uma base firme para por mãos a obra e começar um processo de reconstrução.

O número 3, quando associado à data de nascimento de uma pessoa, estimula os atributos mencionados acima na forma de pensar e agir desta pessoa, tornando-a alguém que valoriza muito mais a essência do que a aparência nas relações com os demais, nas mais diversas situações. Pessoas que têm a influência deste número percebem facilmente a hipocrisia quando interagem e revelam claramente quais são seus princípíos, mesmo que isto lhes custe quebrar alguns laços. O que quer que estas pessoas construam é fundamentado em relações sinceras e, caso tenham construído algo que tenha se encaminhado para relações superficiais, simplesmente se desligam gradualmente do que realizaram.

No meu caminho da magia, o número 3 começou com a finalização da minha participação no site YogaBrasil (que descrevi no post Sabedoria e Entendimento e também em O Número 2 e sua Relação com meus Primeiros Contatos com a Bruxaria). Eu já não estava mais em ressonância com as pessoas que vinha travando contato e um de meus artigos já havia sido rejeitado (ou melhor, não foi publicado). Eu percebi minha própria dissonância e fui diminuindo o contato com o passar do tempo. De repente, a novidade que o número 2 havia trazido à minha vida passou, e eu tinha retornado à minha rotina simples do tipo casa/trabalho, e trabalho/casa. Continuava só, consciente que havia vivido algo especial, mas me perguntava: “Qual o sentido disso? Porque, ao invés de me envolver mais, eu acabei retornando ao ponto de partida?”.

Eu não sabia ainda reconhecer a qualidade de cada momento (que estou expondo aqui, ao explicar este sistema de numerologia). O número 3 estava apenas começando a se revelar e minha rotina estava prestes a começar a se deteriorar. Nos posts que se seguirão eu vou descrever detalhadamente como foi esse processo.

Para quem deseja ver todos meus posts relacionados à numerologia, fica aqui este link. Eu vou disponibilizá-lo sempre que eu tratar deste tema.

sábado, 1 de junho de 2013

O Número 2 e sua Relação com Meus Primeiros Contatos com a Bruxaria

Após estudarmos o número 1 (no post Compreendendo o Número 1 no Sistema de Numerologia de 18 símbolos), vamos então para o número 2. O número 2, com sua natureza fixa, estabelece algo, concretizando-o, mas aquilo que é concretizado não é exatamente sólido (estrutural), nem é uma experiência emocional, nem é um estado de consciência especial. Na realidade, o que é concretizado pelo número 2 é uma vivência: uma experiência nova, dentro de um contexto diferente, que é vivida intensa e extensamente. Nesta vivênvia você percebe algo de si mesmo e do que realmente é capaz de realizar. É a descoberta de seu próprio mérito quando diante de um desafio realmente novo.

As pessoas que têm este número associado às suas datas de nascimento (descubra como calcular também no post Compreendendo o Número 1 no Sistema de Numerologia de 18 símbolos) são pessoas cujas atitudes e pensamentos se identificam com o número 2, e que se permitem mergulhar de cabeça em experiências novas e intensas, aprendendo algo sobre si mesmas, e frequentemente têm a sensação de terem realizado algo especial, ou seja: de terem provado seu próprio valor. Isso inúmeras vezes.

No meu caminho pessoal na magia, eu vivi nitidamente o número 2 quando me aventurei a escrever os Ensaios Esotéricos para o site Yogabrasil. Eu contei parte desta história aqui, no post Sabedoria e Entendimento do blog O Mestre Que Nada Sabe, mas certamente há mais a dizer do que foi exposto ali, tão sumariamente. Na realidade, o contato que eu tive com a Eloísa Vargas, e com outras pessoas, trouxe à minha consciência o que de fato é a Bruxaria.

Durante a minha infância, eu cresci com aquelas ideias de contos de fadas onde eram separadas as fadas e as bruxas, nos quais as fadas sempre eram boas e as bruxas sempre más, ainda que, pensando um pouco na literatura infantil, no livro O Maravilhoso Mágico de Oz (The Wonderful Wizard of Oz) de Lyman Frank Baum, já apareciam os termos “bruxa boa” e “bruxa má” (revelando talvez um início de dissolução do preconceito em relação à Bruxaria). Essa era então a bagagem que eu tinha em minha mente sobre as bruxas até quase meus 30 anos de idade. Então aconteceu de que eu de fato conheci duas amigas bruxas e, mais tarde, no breve período em que estive em contato com o Yogabrasil, eu pude compreender do que realmente se trata a Bruxaria.

A Bruxaria é extremamente bela em seus conceitos, mas de uma forma que não parece tão clara para quem a vê de fora. Nela existem a Deusa (a qual representa todas as deusas) e o Deus Cornífero (o qual representa todos os deuses), sendo este o consorte da Deusa. A princípio pode parecer que a Deusa e o Deus sejam distintos dos outros seres (como que meros mortais), mas a ideia não é essa. Na realidade a Deusa é a consciência que interliga e harmoniza todas as coisas, identificada com o planeta Terra e com a Lua. É por isso que ela é tão grandiosa, e tão central na Bruxaria. E também é por isso que o papel das mulheres é tão valorizado e distinto na mesma: as mulheres representam a Deusa.

Já o Deus Cornífero simboliza a totalidade dos atos individuais que buscam renovar o todo. Ele nasce da Deusa, sendo seu filho, e mais tarde será também representado no masculino que corteja o feminino, e também no masculino que se une ao feminino, fecundando-o e renovando-o. Toda essa simbologia é associada aos ciclos da passagem do ano, que se relacionam com os incessantes movimentos de nascimento e morte representados pelas estações do ano (primavera, verão, outono e inverno).

Se há algo que não há na Bruxaria (quando interpretada de forma consciente), é a idolatria. Idolatria é adorar algo acima de si mesmo, colocando-se abaixo. É desvalorizar a si para valorizar outro objeto. Na Bruxaria, Deusa e Deus são vivos em todos os seres. Somos Deusa e Deus. É como se fizéssemos parte de um mesmo corpo. Só que, nessa analogia, existem partes distintas, umas mais conscientes e outras menos (da mesma forma Deusa e Deus existem também como consciências, e são acessíveis). A Bruxaria, portanto, é essencialmente uma visão panteísta, onde tudo é divino. O meu post Quando Tudo é Divino: um Universo sem Criador e sem Criatura expõe também uma visão panteísta, porém não relacionada diretamente com a simbologia da Bruxaria, embora não seja contraditória à mesma.

Revendo a ação do número 2 no meu caminho da magia, eu me sinto bem ao perceber que foi justo no contexto da Bruxaria que eu vivi o desafio que este número me propôs, travando contato com pessoas ligadas à antiga religião, e ao mesmo tempo escrevendo meus Ensaios Esotéricos, que eram então publicados. Eu devo dizer que não conseguiria descrever toda a extensão da Bruxaria neste post se eu assim o desejasse. Há muitos mistérios, sendo que alguns eu tive o mérito de compreender, e há uma multitude que estão além do meu alcance. Somente como exemplo, perceba que a Bruxaria envolve certamente a magia com elementos da natureza porque ela diz respeito a tudo o que há, mas ela não nega outros tipos de crença e de expressão pois, ao envolver tudo, também aceita esta diversidade. Assim, rotulá-la é sempre um erro.

No próximo post, eu vou falar a respeito do número 3 no sistema de numerologia de 18 símbolos e, a partir deste número, vou dar continuidade à narrativa do meu caminho na magia, contando novos fatos. Como eu citei uma vez, no post Algumas Bases Numerológicas, o caminho de um mago sempre é pautado por um ciclo que envolve constantemente buscar algo novo, sedimentar e estabelecer algo, e então desvencilhar-se do que fez para poder prosseguir adiante. Estas três ações são as bases de um sistema de numerologia e eu procurei mostrar que isso já vem sendo percebido pela humanidade há muitos milênios (no post Goécia: Refletindo Sobre o que Marginalizamos no Inconsciente).

sábado, 25 de maio de 2013

Percebendo as Diversas Relações Dentro de Si

No post anterior (Compreendendo o número 1 no Sistema de Numerologia de 18 Símbolos), eu demonstrei uma forma de calcular o número ressonante à uma data de nascimento utilizando o sistema de 18 símbolos, com a ressalva de que este número diz respeito ao ego na personalidade humana (aquela parte de nós que se relaciona com nossas atitudes e pensamentos mais frequentes), e não ao ser humano como um todo. Há outros aspectos da personalidade que podem ser (ou não) harmoniosos com o ego. Vou expor alguns destes aqui, utilizando a astrologia:

* o ego em si, definindo a forma de pensar e agir de uma pessoa - na astrologia, diz respeito ao Sol;
* os laços emotivos em geral, incluindo os laços de amizade - a Lua;
* o uso da razão, e portanto também a sua capacidade de aprendizado - Mercúrio;
* a capacidade de amar e admirar. A “química” amorosa entre duas pessoas, porém também a capacidade de admiração desinteressada por alguém (verdadeiramente platônica) - Vênus.
* a habilidade de se impor: o uso de sua agressividade (não é necessariamente algo negativo pois sempre há momentos em que precisamos nos impor) - Marte;
* o poder de sentir-se estimulado e motivado - Júpiter;
* o poder de contribuir com seu trabalho, em sua profissão - Saturno;
* o poder de dar sentido à sua própria vida (sentido este que sempre é transcendente à lógica comum) - Urano;
* o poder de mudar os rumos de sua própria vida, quebrando planos pré-definidos e seguindo caminhos não-lineares - Netuno;
* as necessidades e aquilo que lhe satisfaz - Plutão.

Cada planeta diz respeito, portanto, a um aspecto específico de sua própria personalidade, sendo, o ego, o seu centro (o Sol). É óbvio que esta é uma lista ultra-simplificada, e até mesmo questionável, mas existe uma vantagem no fato dela ser assim: é que, com o passar do tempo, você vai poder analisá-la e acrescentar seus próprios detalhes, refinando-a, e poderá definir também o que cada um destes termos significa em sua própria vida.

O exercício que vou propor é, ao mesmo tempo, numerológico e astrológico. No post Verificando Afinidades Entre as Pessoas Através da Numerologia, eu demonstrei que existem relações harmoniosas entre os números quando considerados de três em três. Ou seja: [1, 4, 7, 10, 13 e 16] são ressonantes entre si e, da mesma forma, [2, 5, 8, 11, 14 e 17] têm também ressonância entre si e, igualmente [3, 6, 9, 12, 15 e 18] têm o mesmo tipo de ressonância. Quando pensamos nos anos (tais como 2010, 2011, 2012, 2013, etc), devemos considerar que estes também possuem uma influência numerológica e, a cada três anos, esta influência apresenta semelhanças (embora não sejam influências idênticas).

Podemos afirmar, então, que o ano de 2013 é ressonante com 2010, com 2007, com 2004 e com outros anteriores, sempre variando de três em três. E também podemos dizer que 2012 é ressonante com 2009, com 2006, com 2003 e outros que se passaram, de acordo com o padrão de três em três anos. E, é claro, podemos dizer que 2011 é ressonante com 2008, e com 2005, e com 2002, e outros anteriores variando de três em três.

Tomemos, por exemplo, o ano de 2012. Como foi em relação às amizades? Foi um ano bom ou não? Como este ano foi no amor? Como foi no uso de sua agressividade? Como foi em relação à sua motivação? E em relação ao trabalho? E às suas necessidades?
Se você verificar a influência de 2009 (que é ressonante com 2012) verá que há uma certa semelhança na qualidade de cada um dos aspectos simbolizados pelos planetas em sua vida (e também em 2006, 2003, etc).
Com este exercício você poderá aprender até mesmo sobre aspectos mais sutis, como sua capacidade de raciocinar e aprender, sobre o sentido de sua própria vida, e sobre sua capacidade de mudar os rumos que definiu para si.

E talvez consiga separar todos estes aspectos, distinguindo-os de seu próprio ego, conseguindo compreender quem é este ego à parte de tudo isso. Normalmente é difícil realizar esta tarefa. Comumente há setores de nossas vidas com os quais nos identificamos (o trabalho, as amizades, e o amor, por exemplo) e que acabamos acreditando que somos estes setores, quando na realidade eles se relacionam conosco. Na verdade não somos o ego: somos todos estes aspectos e muito mais. Porém, uma forma de começar a aprender sobre si mesmo principia pelo entendimento destas estruturas que existem dentro de nós e que se manifestam externamente.

Utilizando o ano de 2012 como referência (e comparando com 2009, 2006, 2003, etc), realize o exercício descrito acima. Procure escrever o que descobrir.
Faça o mesmo também utilizando o ano de 2011 como referência (e comparando com 2008, 2005, 2002, etc) para perceber outro padrão de influências.
E faça o mesmo com 2010, 2007, 2004, etc. Assim poderá realizar uma previsão para 2013.

Os aspectos que forem influenciados positivamente de forma simultânea (ou negativamente de forma simultânea)  são relacionados e se harmonizam. Já a situação de um aspecto que é influenciado positivamente enquanto outro é influenciado de forma negativa, revela aspectos dissonantes entre si.  Também haverá situações em que você perceberá que o início de um estimúlo positivo (ou negativo) não ocorre exatamente no começo do ano. Com esta informação você saberá em que período do ano uma transição ocorre.

No entanto, é preciso ter alguns cuidados. Cada ano tem seu estímulo, mas os resultados dependem de sua resposta a estes estímulos. Se você perceber que não há respostas positivas em algum setor de sua vida (em todos os anos que tenha verificado), isso significa que é um setor reprimido ou que apresenta grandes dificuldades de expressão. Por outro lado, se você perceber um padrão que considere negativo e conseguir prevê-lo, você pode se precaver no sentido de amenizá-lo.

Este não é um exercício fácil mas pode contribuir muito para o conhecimento de si próprio e, ao mesmo tempo, proporcionar um melhor entendimento sobre o efeito cíclico da passagem dos anos nos diversos aspectos de sua vida. Rever os anos vividos pode parecer difícil mas é uma prática essencial para amadurecer o conhecimento na numerologia e na astrologia pois, em ambos os casos, aprende-se muito quando se é capaz de ter a si mesmo como referência.

sábado, 18 de maio de 2013

Compreendendo o número 1 no sistema de numerologia de 18 símbolos

Conforme prometi na semana passada, hoje eu vou abordar o significado do número 1 dentro de um sistema de numerologia de 18 símbolos (ou 18 números). Nós viemos definindo as bases para esse sistema desde o post Algumas Bases Numerológicas (onde eu demonstrei o porquê de termos chegado a estes símbolos). Então, após eu ter demonstrado uma forma de experimentação da numerologia utilizando datas de nascimento (no post Verificando Afinidades Entre as Pessoas Através da Numerologia), eu procurei demonstrar como a numerologia de 18 símbolos pode ser relevante dentro do caminho do mago (no post Goécia: Refletindo Sobre o que Marginalizamos no Subconsciente), porém não que seja exclusiva deste caminho.

O número 1 representa o princípio: o começo de uma nova iteração de um ciclo. Assim, dentro de um ciclo, este número é um marco que estabelece o ponto em que um significado anterior já passou (a iteração do ciclo que findou no número 18) e onde uma nova iteração já está ocorrendo, com significado próprio, mesmo que este significado não possa ser ainda compreendido em toda sua extensão. No número 1 já existe o fundamento do que se sucederá após ele através dos próximos números, porém ainda se trata de algo potencial que ocorre principalmente em um âmbito pessoal. É o princípio da consciência se expandindo como que amparada por uma nova estruturação se formando. Em adição aos atributos citados, devemos lembrar também que o número 1 tem uma natureza cardinal, a qual busca criar algo novo, produzindo a ação neste sentido. Dessa forma, sua função não é sustentar algo, nem destruir, e sim causar uma mudança.

No caminho do mago o número 1 vai se repetir várias vezes (assim como os demais números), mas a iteração mais marcante é a experiência de iniciação com o Sagrado Anjo Guardião (veja o post Falando de Minha Própria Iniciação da Magia para verificar meus pontos de vista pessoais neste sentido). Observe que a iniciação possui todos os atributos deste número, afinal trata-se de um marco onde o significado anterior se concluiu (o que correspondeu ao período de congruência interior, até a iniciação) e um novo significado está sendo descoberto. Este significado será descrito em outros posts, os quais o discriminarão detalhe por detalhe e, no final, vamos obter uma síntese. A iniciação também é ressonante com o número 1 no sentido de que ela representa o começo da construção de um novo fundamento para a consciência do mago, o qual ainda não pode ser completamente apreendido quando a mesma ocorre, mas que determinará todo o caminho que será seguido a partir dali.

Quando alguém nasce em uma data ressonante com este número, os atributos deste se identificam com a personalidade da pessoa (o que acontece também com qualquer outro número ressonante a uma data de nascimento específica). É uma associação à personalidade (mais especificamente o ego, que diz respeito à forma de pensar e agir de maneira geral) e não aos efeitos que esta personalidade causa. Estes efeitos podem ser verificados através de previsões numerológicas que têm a possibilidade inclusive de serem combinadas a um mapa astrológico. Porém estes são temas que eu vou abordar bem mais para frente no blog. Por ora, vamos nos concentrar em compreender o que significam estes números. No caso do número 1, quando se identifica com a personalidade de uma pessoa, ele a estimula a ser idealista, com a visão direcionada para uma transformação futura. São pessoas que trazem esta transformação dentro de si e que buscam causá-la no mundo, embora não sejam capazes de compreender todas as implicações desta transformação.

No post Verificando Afinidades Entre as Pessoas Através da Numerologia foi realizado um teste de afinidades com base em um sistema numerológico de 9 símbolos associado às datas de nascimento, o que não é eficaz para identificar qual número é ressonante à sua data de nascimento utilizando o sistema de 18 símbolos que estamos abordando. Eu vou realizar aqui um exemplo, com minha própria data de nascimento através de um método pouco comum (que utiliza divisão ao invés de puramente somar), mas eficaz. No meu caso eu nasci em 01/06/1970. Para realizar o cálculo, devem ser executados os seguintes passos:
1. Some dia, mês e ano. No meu caso é 1 + 6 + 1970, que resulta em 1977.
2. Execute a divisão por 18, isolando o resto. No meu caso, a divisão de 1977 por 18 resulta em 109 com 15 de resto.
Observação: Se você utilizar uma calculadora, não é tão simples obter o resto. 1977 dividido por 18 resultaria, nesse caso em 109,8333333333. Nesta situação, para saber o resto, mutiplique somente a parte após a vírgula (0,8333333333) por 18, o que no meu caso resulta em 15. Se não houver número algum após a vírgula, o resto é 0.
3. Finalmente, se o resto for diferente de 0, o resto é o número ressonante à sua data de nascimento. Se o resto for 0, então o número é 18. Veja que, no meu caso, eu obtive o número 15 (na numerologia, com um sistema de 9 dígitos, eu obteria 6, o que é o mesmo que 1 mais 5).

É claro que estamos no primeiro número, o que infelizmente significa que vamos levar um bom tempo para estudarmos todos os números de 1 a 18. Porém, se desejar conhecer mais sobre seu número, entre em contato por e-mail e eu terei prazer em lhe passar mais dados (pmeneghjr@gmail.com).

Lembre-se que este número está relacionado ao seu ego, que diz respeito à sua forma usual de pensar e agir. Algumas pessoas confundem a forma pessoal de pensar e agir com a forma com que lidam no trabalho, ou que lidam com o amor, ou com os amigos, ou com a própria agressividade, etc. Na realidade estes são aspectos distintos da personalidade humana que algumas vezes são ressonantes e outras não. Na semana que vem eu vou propor um exercício prático para ajudá-lo a perceber como estes aspectos se integram dentro de você, complementando-se ou gerando atritos.